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Resumo
DI futuro × Copom
| DI futuro (B3) | Copom | Expectativa do mercado | |||
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| Contrato | Vencimento | Mercado | Data reunião Copom | Copom estimado | Copom + CDISelic meta ± Copom |
Selic meta: histórico e projeção
Carregando o histórico da Selic…
Arraste no gráfico para medir a variação entre duas datas.
Reunião a reunião
| Reunião | Selic implícita | Muda na reunião | Acumulado desde hoje | Nº de movimentos (acum.) | % estilo Bloomberg | Probabilidade na reunião | Focus (mediana) |
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Caminho da Selic: mercado × Focus
Como a conta é feitaMétodo, contratos usados, cuidados e fontes
Método
O DI futuro (código DI1 na B3) é uma aposta no CDI médio entre hoje e o vencimento do contrato. Como o CDI anda colado na Selic e a Selic só muda nas reuniões do Copom, dá para "desmontar" as taxas dos vários vencimentos e descobrir qual CDI o mercado espera entre uma reunião e a seguinte.
1. Quanto cada contrato rende até o vencimento
A B3 publica, todo dia, o preço de ajuste (PU) de cada vencimento. O contrato paga R$ 100.000 no vencimento, então o fator de juros até lá é:
Dias úteis contados do pregão (incluído) até o vencimento (excluído), no calendário de feriados da ANBIMA. O DI1 vence no 1º dia útil do mês. Essa conta reproduz exatamente a taxa de ajuste que a B3 publica, que é a coluna "Mercado" do quadro.
2. O CDI fica parado entre duas reuniões
A decisão do Copom sai no 2º dia da reunião, às 18h30, e vale a partir do dia útil seguinte. Chamando de f₀ o CDI de hoje até a 1ª reunião e de f₁, f₂, … o CDI depois de cada reunião, o fator de cada contrato tem que ser:
onde du₀, du₁, … são os dias úteis de cada trecho entre reuniões que caem antes do vencimento do contrato.
- f₀ (hoje): taxa do contrato líquido que vence antes da 1ª reunião (hoje, —). Se não houver, usa o CDI do Banco Central.
- Só contratos líquidos: a conta usa apenas vencimentos com pelo menos 5.000 contratos negociados no dia. Nos pouco negociados, a própria B3 calcula o ajuste interpolando os vizinhos, o que cria "degraus" falsos entre reuniões.
- Vencimento colado na reunião: contratos que vencem menos de 5 dias úteis depois de uma reunião ficam de fora — com tão poucos dias, um arredondamento de 0,001% na taxa já vira dezenas de pontos-base de "movimento".
- Degraus parecidos: quando há duas ou mais reuniões entre dois vencimentos líquidos, os preços não dizem como a mudança se divide entre elas; e pequenas dobras na curva, se reproduzidas à risca, viram "cortes" e "altas" de 2 ou 3 pontos em reuniões seguidas. Por isso a conta busca os degraus mais parecidos possíveis aceitando errar menos de 0,01 ponto (1 bp) na taxa de cada contrato — a tabela de contratos, abaixo, mostra a taxa que a conta devolve.
3. De CDI para Selic
O CDI costuma ficar 0,10 p.p. abaixo da meta Selic. Para não depender dessa diferença, a conta usa só a variação:
4. Quadro DI futuro × Copom
Cada reunião aparece na linha do último vencimento antes de a nova taxa valer, como na tela da Bloomberg: é a partir do vencimento seguinte que ela pesa na taxa. "Copom estimado" é a mudança que a curva embute (cada reunião mostra "Corte", "Manter" ou "Alta"), em movimentos de 0,25 p.p.: arredonda-se o acumulado desde hoje para o múltiplo de 0,25 mais próximo, e o movimento de cada reunião é a diferença entre esses acumulados arredondados. Arredondar reunião por reunião faria uma sequência de cortes pequenos virar "manter" toda vez. "Copom + CDI" é a Selic meta de hoje mais esses movimentos.
5. Selic meta: histórico e projeção
O histórico é a meta Selic oficial desde 2000 (Banco Central), com o tamanho real de cada decisão (já houve movimentos de 0,50, 1,00 e até 3,00 p.p.). A projeção é sempre em passos de 0,25 p.p.: reunião a reunião, igual ao quadro "Copom estimado", até a última reunião do calendário do Copom. Depois disso, em degraus anuais: a taxa a termo entre um vencimento de janeiro do DI e o seguinte, que é o CDI médio que o mercado cobra naquele ano, convertida em Selic e arredondada para 0,25. Vai até 5 anos à frente.
Os degraus anuais (faixa sombreada no gráfico) carregam cada vez mais prêmio de risco: são o preço do dinheiro no futuro, não uma previsão do Copom.
6. De mudança para probabilidade
Mesmo método da Bloomberg (WIRP): supõe que o Copom só pode escolher entre os dois movimentos "redondos" vizinhos da mudança precificada. Com movimentos de 0,25 p.p.:
A coluna "% estilo Bloomberg" é a mudança dividida pelo tamanho do movimento (−74% = 74% de chance de um corte; −148% = um corte certo e 48% de chance de um segundo).
Cuidados na leitura
- O DI futuro embute, além da expectativa, um prêmio de risco que cresce com o prazo. Por isso, as reuniões mais distantes tendem a mostrar Selic um pouco mais alta do que o mercado realmente espera — pequenas "altas" lá na frente podem ser só esse prêmio. A leitura mais confiável é a da próxima reunião.
- As probabilidades são uma leitura simplificada do preço, não uma pesquisa. Números em reuniões distantes são bem menos confiáveis que na próxima.
- O Focus (Banco Central) é outra coisa: a mediana das projeções de economistas, coletada até a sexta-feira anterior. Comparar os dois mostra onde o preço de mercado e os analistas discordam.
- Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
Contratos de DI futuro usados
| Contrato | Vencimento | Dias úteis | Taxa de ajuste | Contratos negociados | Uso na conta |
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